Residência Jardim da Glória II 

Cotia

2007 | 2017

Arquitetura:

Nave Arquitetos Associados

         Arq. Marcio Coelho

         Arq. Roberto Fialho

         Arq. Valéria Santos Fialho

 

Detalhamento, Gerenciamento de Obra e Arquitetura de Interiores: 

        Arq. Luciana Alves Pereira Campos

Fotos:

       Nelson Kon

O projeto desta residência destinada a uma profissional liberal que vive com duas filhas já em idade adulta foi estruturado a partir de uma clara divisão programática em duas alas (serviço – curta permanência e descanso/convívio – longa permanência).

 

Os espaços internos se organizam ao longo de um eixo principal de circulação, no sentido norte sul do terreno, com a distribuição linear das diferentes funções do programa. Este eixo divide e organiza as duas alas funcionais já citadas: a de curta permanência abriga cozinha, área de serviço, sanitários e a de permanência prolongada as salas e dormitórios.

 

Estruturalmente, uma grande parede dupla de concreto aparente acompanha o eixo ordenador norte sul. Nela estão "plugados" os blocos de serviço e do lado oposto, o bloco dos dormitórios e salas. Em seu interior esta parede dupla abriga as tubulações necessárias às instalações de hidráulica, elétrica, telefonia, etc.

 

No pavimento térreo a cozinha está integrada ao ambiente de estar, conformando um espaço único de convívio, conectado ainda à varanda com churrasqueira, que se abre para o jardim. No pavimento superior estão os espaços privativos, de descanso.

 

A circulação vertical, no pavimento superior, estabelece sutil divisão entre a suíte da mãe e os dormitórios das filhas, concedendo a privacidade necessária. Na intersecção das áreas a sala de TV funciona como elo de comunicação e interação. A mesma escada leva até o terraço na cobertura da edificação, ampliando a área de descanso ao ar livre e com generosa vista do entorno, valorizada pela localização de uma praça em frente ao lote.

 

A primeira versão do projeto (Jardim da Glória I) previa adoção de sistema estrutural misto (concreto + metálica), porém, no desenvolvimento do projeto executivo, optou-se pela adoção apenas do concreto armado.